Bianca Miarka volta da Alemanha com muitas lições.
quinta-feira, 28 de junho de 2012 ás 18:23:39
Atleta do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2011, a remadora Bianca Miarka esteve no final de maio na Alemanha, tendo visitado e treinado em clubes próximos à raia de Munique, onde aconteceu a III Copa do Mundo de Remo de 2012. Bianca esteve com diversos treinadores, e crê que isso abriu possibilidade para futuros intercâmbios entre remadores brasileiros e alemães.
Bianca comentou a forma como são aplicados os treinos na Alemanha, os quais parecem ser diferentes do que ocorre no Brasil, e destacou o fato de ex-atletas de alto nível serem os técnicos da geração atual. Os treinamentos possuem maior volume de trabalho na água do que os realizados no Brasil. Achei interessante o fato de ex-atletas de alto nivel serem técnicos. Acredito que essa experiência ajude muito no aprimoramento da guarnição, pois as "dicas" para melhora da propulsão e do domínio do barco se diferenciaram muito do que eu tinha experimentado com técnicos que não tiveram tanto contato com o remo.
Os treinamentos englobaram tanto trabalho em barco e remoergômetro, como na sala de musculação. Além dos treinos na água, realizei treinamentos de força e resistência ,contou a remadora. Por sua vez, Bianca interagiu com os atletas locais para adquirir o máximo de experiência possível. Consegui observar diversas abordagens de diferentes técnicos e remadores para melhora da propulsão do barco. Apesar de utilizarem a mesma Escola, ou seja, o mesmo tipo ou padrão de técnica e periodização, é interessante verificar como diferentes técnicos implementam a mesma Escola e obtém diferentes resultados com isso, analisou.
No balanço final da viagem, Bianca considerou a experiência essencial para seu crescimento técnico visando uma vaga para os Jogos Olímpicos de 2016.Esse tipo de experiência em outros países é essencial para a melhora dos referenciais que temos no Brasil. Além disso, a experiência na Alemanha me mostrou que a busca pela excelência no remo é diária; inicia desde a primeira remada do treino e termina somente no último minuto. Observar atletas de elite é achar o caminho para ser diferente e obter consciência de quanto temos que melhorar para atingir o pódio em 2016, no Rio de Janeiro.